<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053687651045503944</id><updated>2011-04-22T01:17:57.019+01:00</updated><title type='text'>Momento do Conto</title><subtitle type='html'>Contos infantis...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://momentodoconto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentodoconto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sónia Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03198531408661418917</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_4Hr3g98NOXY/SErqsJ067II/AAAAAAAAAA0/9SGbdepT00U/S220/P5260158.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053687651045503944.post-8530932146281184056</id><published>2008-07-01T12:34:00.004+01:00</published><updated>2008-07-01T15:32:27.801+01:00</updated><title type='text'>Visitas Mágicas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-Mamã! Mamã! Caiu um dente!&lt;br /&gt;E vai Pedrito correndo pela sala, gritando de dente na mão. Um dia, vira um menino sem dentes e achou muito feio, mas a sua mãe disse-lhe que os dentes de leite iriam cair, mas depois voltariam a nascer uns novos e fortes. Contou-lhe que, desde há muito tempo, existe uma fadinha, a Fada-dos-dentes, e que sempre que caía um dente aos meninos, eles deixavam o dente debaixo da almofada, a fada vinha de noite e trocava o dente por um presente. Pedrito empolgado encontra a mãe.&lt;br /&gt;-Mamã! Quero que chegue a noite. Vou pedir um presente à Fada-dos-dentes! Olha, caiu-me um!&lt;br /&gt;-Calma, Pedro. Vamos jantar agora, depois vestes o pijama, lavas os dentes e vais deixar o teu dente para a Fada, então…&lt;br /&gt;Entretanto, chega o irmão mais velho de Pedrito, que apanha a conversa a meio.&lt;br /&gt;-Oh Pedrito! Tu acreditas na Fada-dos-dentes, também? – Diz-lhe ele com um ar espantado. Ricardo sempre foi um menino que acreditava na magia, e no mundo mágico. Já tinha dezasseis anos, mas continuava a crer nisso.&lt;br /&gt;-Sim, mano! A Fada-dos-dentes vai dar-me um presente! O meu dente caiu!&lt;br /&gt;-Uau! Olha, queres que te conte uma história? Do meu primeiro dente que caiu?&lt;br /&gt;-Sim! Quero muito! Conta-me, mano…&lt;br /&gt;Sentaram-se ambos no sofá, depois de jantar, e Ricardo começou…&lt;br /&gt;-A mãe, um dia, contou-me que existia a Fada-dos-dentes. Eu não acreditava. O mano tinha a mania que os mundos mágicos não existiam. Até que ela disse para eu deixar mesmo o meu dente debaixo da almofada, que logo a fada vinha trocar o dente por um presente. Eu era teimoso e queria provar á mãe que não havia fada nenhuma, por isso, deixei o dente debaixo da almofada. Adormeci, e no dia seguinte levantei-me e não estava dente nenhum debaixo da almofada, sabes o que estava? Um saquinho de moedas de chocolate. Não queria acreditar. Desde esse dia que estava sempre à espera que caísse outro dente, para ficar acordado e ver quem trocava os meus dentes por moedas de chocolate. Umas semanas depois, caiu outro dente. Pu-lo debaixo da almofada, e deixei-me ficar acordado. A janela estava aberta, quando vejo uma luzinha na minha direcção. Fechei os olhos e fiz de conta que estava a dormir. Ouvi uma voz pequenina e fininha resmungar e, quando a senti debaixo da almofada, levantei-a e apanhei a fada com um copo. Larguei logo. Podia sufocá-la e estava muito espantado.&lt;br /&gt;-Oh, menino! O que fazes tu acordado, ainda?&lt;br /&gt;-Não acredito! És mesmo uma fada!&lt;br /&gt;-Pois claro que sou! – Diz-lhe ela sacudindo as asas. – E dos dentes!&lt;br /&gt;Eu toquei-lhe com muito cuidado e ela era real! Conversámos muito! Até o amanhecer. Ela tornou-se minha amiga e vinha todas as noites dar-me um pozinho de soninho bom. Mas um dia, já tinha os dentes todos fortes e ela foi despedir-se de mim. Chorámos muito. Eu não queria que ela não aparecesse mais, mas ela prometeu que um dia voltaria. E olha o que me deu: um fio, esta moeda é da sorte, é mágica! Anda sempre comigo. E pronto. Nunca mais vi a minha Fada.&lt;br /&gt;Pedrito escutava o irmão, extasiado.&lt;br /&gt;-Uau! Mano! Eu vou conversar também com a tua fada! Posso?&lt;br /&gt;-Sim, vamos esperar por ela esta noite, boa?&lt;br /&gt;-Sim! Sim! Sim!&lt;br /&gt;Pedrito estava mesmo entusiasmado com tudo aquilo.&lt;br /&gt;Deitaram-se. Ricardo dormiu com Pedrito. Fingiram que dormiam quando viram a luz.&lt;br /&gt;-Shiuu! Fecha os olhos. – sussurra Ricardo.&lt;br /&gt;Ricardo ouve a voz que lhe era familiar, e dá um pulo.&lt;br /&gt;-Fadinha! És tu!&lt;br /&gt;-Ah! Quase morria de susto! – grita a fadinha ofegante.&lt;br /&gt;Pedrito, espantado, toca-a.&lt;br /&gt;-És mesmo real! O mano tem razão.&lt;br /&gt;-Sim! Esperavas outra coisa? Vocês são mesmo irmãos. – diz ela em tons de graça, na direcção do Ricardo, para lhe lançar uns pozinhos. – Tinha saudades tuas, já! – diz-lhe, enquanto liberta também pozinhos sobre Pedrito.&lt;br /&gt;Ficaram toda a noite a falar e, desde então, a fada voltou a visitar Ricardo, porque vinha também ver Pedrito.&lt;br /&gt;Porque os pequeninos, podem receber visitas mágicas…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053687651045503944-8530932146281184056?l=momentodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momentodoconto.blogspot.com/feeds/8530932146281184056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053687651045503944&amp;postID=8530932146281184056&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default/8530932146281184056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default/8530932146281184056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentodoconto.blogspot.com/2008/07/visitas-mgicas.html' title='Visitas Mágicas'/><author><name>Sónia Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03198531408661418917</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_4Hr3g98NOXY/SErqsJ067II/AAAAAAAAAA0/9SGbdepT00U/S220/P5260158.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053687651045503944.post-3909744808742308606</id><published>2008-06-10T21:23:00.002+01:00</published><updated>2008-06-10T22:46:22.073+01:00</updated><title type='text'>Estrela Lia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;          Pequenina, pequenina, a menina dizia-se não ser. Era tudo simples, ela não era.&lt;br /&gt;          Para si, a existência era não ser nada, e ser tudo. Era ser a magia de uma história.&lt;br /&gt;  E tudo começa quando um dia, num sítio muito longe, de onde vêm as estrelas, o senhor que as fazia, deixou cair sobre uma das suas filhas a poção mágica. Era a mais pequena, tinha nascido há poucos dias. A poção dava às estrelas a capacidade de viver na eternidade do céu, que é como quem diz, viver no tudo, assim de uma forma “para sempre”…&lt;br /&gt;          A menina foi crescendo, ganhando hábitos diferentes. A ligação dela às estrelas separava-se pela terra grande. Os pais chamavam-na Lia, mas ela não gostava...&lt;br /&gt;         -Não me chamo isso! Já disse! – dizia em tom irritado.&lt;br /&gt;         Nada havia a fazer, Lia queria ser nada, e tudo.&lt;br /&gt;         Falava muito com as flores.&lt;br /&gt;          -Eu sou também uma flor sabiam? – dizia ela às flores do seu quintal sussurrando.&lt;br /&gt;        E querem saber um segredo? As flores respondiam-lhe. Falavam mesmo com Lia.&lt;br /&gt;      Todos a achavam louca, mas na verdade, Lia era uma estrela do céu, incompleta e incompreendida, porque Lia tinha na ponta dos dedos magia. Bastava fechar os olhos e desejar com uma força grande, para que as coisas à sua volta ganhassem a magia e pudessem conversar com ela.&lt;br /&gt;        Lia sentia que não pertencia àquele mundo, e a mãe chorava muito à noite. Pedia ao Senhor da Magia que lhe desse a sua filhinha, pedia que Lia não quisesse ir embora para as estrelas e que deixasse de ser louca, por falar com tudo. Na escola, não tinha amigos. Ninguém gostava de Lia, porque ela dizia não ser nem Lia nem ninguém.&lt;br /&gt;         -Lia, podes dizer-me que letra vem depois do C? – perguntou-lhe um dia a professora.&lt;br /&gt;         -O meu nome não é Lia, professora… - disse Lia em tom entristecido.&lt;br /&gt;         -Então qual é?&lt;br /&gt;         -É nada, professora, eu sou nada, e sou tudo. Se vir lá fora nas flores, eu sou elas, e à noite, eu sou do infinito para sempre…&lt;br /&gt;         Lia explicava imensas vezes isto a quem a chamava assim. Até que um dia o pai de Lia se cansou de ter uma filha ninguém… O pai levou Lia para a casita fechada há muito, muito tempo, e mostrou-lhe todas as ferramentas e poções mágicas. Começou…&lt;br /&gt;        -Sabes filha, tu na verdade, não és nada. Tu és uma estrela onde falta um pouco de magia e luz. Quando nasceste eu trazia-te para aqui. Eu era fabricador de estrelas, e quando ia a deitar o pó a uma estrela, entrou um pássaro pela janela que me assustou, e acabei por deixar cair o pó sobre ti. Desde então que tu vives no infinito de para sempre. Mas se tu quiseres, eu deixo-te ir esta noite como estrela. Derramo sobre ti os pós e a luz, e tu vais ser o que és na verdade.&lt;br /&gt;  Lia escutava maravilhada, de lágrima ao canto do olho.&lt;br /&gt;        -Sim, papá. Eu quero ser estrela!&lt;br /&gt;       E nessa noite, Lia, sentada sobre a bancada empoeirada, recebeu sobre os cabelos os pós mágicos, depois a luz.&lt;br /&gt;        E minutos depois, está ali, no céu, a estrela muito brilhante, vês? A estrela Lia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053687651045503944-3909744808742308606?l=momentodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momentodoconto.blogspot.com/feeds/3909744808742308606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053687651045503944&amp;postID=3909744808742308606&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default/3909744808742308606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default/3909744808742308606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentodoconto.blogspot.com/2008/06/estrela-lia.html' title='Estrela Lia'/><author><name>Sónia Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03198531408661418917</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_4Hr3g98NOXY/SErqsJ067II/AAAAAAAAAA0/9SGbdepT00U/S220/P5260158.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053687651045503944.post-7226216358860232945</id><published>2008-06-08T21:33:00.002+01:00</published><updated>2008-06-08T21:35:49.568+01:00</updated><title type='text'>Mundo de linhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Era ainda linha a menina, um retalho da linha dos progenitores, tinha muito que caminhar, muito que crescer e descobrir. Arranjava teorias e conceitos muito seus, dizia que a lua era também uma linha que formara um circulo perfeito, e que às vezes, triste, deixava uma parte da linha coberta de lágrimas, e que por isso, não se via bem.&lt;br /&gt;     A pequena dizia que as coisas poderiam todas ser feitas de linhas, desenhava meninos de linhas, sóis de linhas, porque, para si, as linhas podiam sempre ter remendos, logo, o que nos faltasse, poderíamos sempre dar um nó e acrescentar mais.&lt;br /&gt;     Certo dia, brincava no jardim com a sua corda, e fez um círculo. Sentou-se dentro dele e ali ficou horas. A menina olhava com ar muito espantado dali de dentro e os seus pais olhavam-na na janela e acharam estranho. Viam a menina a falar sozinha.&lt;br /&gt;     -O que se passa, Catarina? – Diz-lhe a mãe, com ar de espanto, quando se aproxima e vê a menina a andar aos círculos e a olhar e falar para lado nenhum.&lt;br /&gt;Por instinto, a mãe tira a corda do chão, desfez o círculo da menina, e ela fica pasmada.&lt;br /&gt;     -Mãe?! Porque fizeste isso? Eu descobri um mundo!&lt;br /&gt;     -Tu estás doida?! Vai para casa, que está a anoitecer!&lt;br /&gt;     -Mas… - a mãe já tinha virado costas, e a pequena queria muito contar-lhe aquilo que via dentro daquele círculo.&lt;br /&gt;     No dia seguinte, recebia a visita da avó Linha. Era assim que ela lhe chamava, era a avó que lhe ensinava tudo sobre as pessoas que eram feitas de linhas. Mas a avó já era círculo. Já era tão sabida, que retalho de linha nenhuma lhe podia ser atado.&lt;br /&gt;     -Avó Linha, sabias, a corda que me deste é mágica!&lt;br /&gt;     -Pequenina, a corda é um mundo, se lhe deres um nó e a colocares num círculo. Fizeste-o, não foi?&lt;br /&gt;     -Sim… E conheci uma fadinha pequena… A mãe diz que estou maluca. Mas não estou, pois não?&lt;br /&gt;     -Não, meu anjinho… É tudo real, mas é segredo. A magia do círculo é um segredo. Porque se alguém o torna em simples linha, ele perde a magia. Cria o círculo no teu quarto, lá é mais seguro.&lt;br /&gt;E nessa noite a pequena criou o círculo, entrou nele e lá estava tudo. Lá estava o riacho, a água tão cristalina, que se notavam as linhas de que ela era formada, a relva, pequenas linhas na vertical, todas elas dançantes das linhas quase transparentes do vento que soprava.&lt;br /&gt;     -Olá, voltaste… - sopra-lhe uma voz fininha ao ouvido.&lt;br /&gt;     -Sim. E tu estás aqui… - faltavam-lhe as palavras. Era o mundo perfeito, aquele. Mas quando ela pega numa das linhas, que corriam de água, ela solta-se… Aí não era círculo. Ainda não era perfeição, no auge. Então, a menina começa dando nós. Atando tudo quanto era linha solta. E quando repara em si, puxa do pé a ponta de uma linha. E nota, que no cabelo, outra linha solta. Puxa-as de modo a que se tocassem, e deu o nó. Também a menina era círculo, também ela era um mundo. Um mundo de mundos circulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053687651045503944-7226216358860232945?l=momentodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momentodoconto.blogspot.com/feeds/7226216358860232945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053687651045503944&amp;postID=7226216358860232945&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default/7226216358860232945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default/7226216358860232945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentodoconto.blogspot.com/2008/06/era-ainda-linha-menina-um-retalho-da.html' title='Mundo de linhas'/><author><name>Sónia Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03198531408661418917</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_4Hr3g98NOXY/SErqsJ067II/AAAAAAAAAA0/9SGbdepT00U/S220/P5260158.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053687651045503944.post-1619639061161071509</id><published>2008-06-07T20:13:00.000+01:00</published><updated>2008-06-07T20:15:36.018+01:00</updated><title type='text'>Descobridor de Cores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Um dia eu descobri as cores… Descobri como elas se formam e de onde vêm. Mas é segredo… Queres que te conte? Está bem, não respondas, mas eu vou contar-te.À primeira eu dei o nome de vermelho. Sabes de onde ela vem? Do sangue. Quando eu estava a jogar à bola na escola, eu caí. Passado um pouco, estava a sair uma mancha de cor que arde nos olhos, era muito “escaldada”. Aquela cor só a vi uma vez, numa cereja, a única que ganhou cor. Guardei-a. O tio disse que poderia ser mágica. Tu já viste? Até o morango, que tem forma bonitinha e direitinha, só tem cor quando tu o cortas?! E mesmo assim, não é aquele vermelho como o daquela mancha que saía da minha perna. Se calhar eu “sou magia”. Porque tenho o sangue vermelho.&lt;br /&gt;     Depois, quando estava a brincar no jardim, arranquei um pouco de erva, que queria levar para as cabras do meu tio, lá na aldeia. Quando lá cheguei, e lavei as ervas, sabes o que aconteceu? Elas talvez ficassem limpas, e ganharam cor… Dei o nome de verde, àquela mancha na erva. Era uma cor… Era forte, mas não era como a outra, esta acalmava, não sei porquê, mas fazia lembrar os olhos da tia Adelina, quando olhava para a Joca e dizia “um dia eu tenho esperança que tu sejas uma doutora na cidade…”. Ainda pensei em dar-lhe o nome de esperança, mas fui fazendo “um, dó, li, tá…” e calharam essas letras.&lt;br /&gt;     Eu sou mesmo um descobridor, não achas? Pronto, eu sei… Vais continuar sem responder…&lt;br /&gt;     Sabes, também descobri outra. Era simples, quentinha, vá, morna, era muito clara, parecia dissolvida no copo de água, porque foi assim que a descobri. Eu estava a encher o copo de água ao pé da janela e quando voltei a encher o copo e o ergui, vi um rasgar de mancha colorida. Como sou “descobridor e sabedor”, eu vi aquilo uns minutos, e reparei que a cor vinha do sol. Sabes, se calhar as cores calmas têm que ser lavadas para serem vistas, porque só dá para ver o amarelo, foi como chamei a esta, com o copo de água. O sol é amarelo. Mas eu acho que já tinha visto essa cor nas asas da borboleta que voa à janela do meu quarto. Talvez ela tenha ido até ao sol buscar a cor. Tenho que pedir-lhe que me traga alguma. Tu também queres? Bolas, parece que estás chateado, podias ao menos dizer que não… Mas vá, a outra que descobri foi mais linda que qualquer uma. Foi no sótão aqui da tua casa, avô… No dia em que a avó adormeceu aqui no banco, quando me ia contar a história do mundo. Ela não voltou mais, mas não faz mal, eu conto-te agora histórias. Mas vá, eu fui até lá acima, procurar por ela, vi o grande baú que tinhas lá, e estava lá aquele carrossel. Quando peguei nele, ele ganhou cor, avô! Lembro-me que, olha, tinha uns cavalos como os do tio, verdinhos sobre um chão amarelo, tinha uma pequena capota como a do carrossel da cidade, aos triângulos, ora tinha um vermelho, outro amarelo, outro verde e tinha outro a que eu chamei azul, porque tinha a cor dos olhos da avó, depois de adormecer com eles abertos. Era grande, sabes? Parecia infinito, como a avó chama ao mar. Eu voltei a guardar o carrossel, porque o pai me chamou… Mas posso ir buscá-lo?&lt;br /&gt;     -Vai… Vai lá buscar… O carrossel… - disse o avô, a custo…&lt;br /&gt;     Quando voltei e dei à corda “o carrossel”, os olhos do meu avô tomaram cor, depois os meus, e as cores começaram a espalhar-se por todo o lado. Tudo começou a ficar colorido. Eu descobri as cores quando era pequeno, eu sou magia, e sou cor…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053687651045503944-1619639061161071509?l=momentodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momentodoconto.blogspot.com/feeds/1619639061161071509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053687651045503944&amp;postID=1619639061161071509&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default/1619639061161071509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053687651045503944/posts/default/1619639061161071509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentodoconto.blogspot.com/2008/06/descobridor-de-cores.html' title='Descobridor de Cores'/><author><name>Sónia Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03198531408661418917</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_4Hr3g98NOXY/SErqsJ067II/AAAAAAAAAA0/9SGbdepT00U/S220/P5260158.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
